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Turismo consciente para Arquipélago de Santana

01/07/2010

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O paradisíaco cenário do Arquipélago de Santana, patrimônio ambiental do município de Macaé, localizado a oito quilômetros da costa, está prestes a ganhar um reforço de peso para a sua preservação. A Secretaria municipal de Meio Ambiente acaba de finalizar o plano de manejo para o conjunto e busca parcerias a fim de promover o turismo consciente nas três ilhas que compõem o arquipélago, a Ilha de Santana, a Ilha do Francês e a Ilhota.

— É fundamental que sejam estabelecidas normas para a utilização do solo com fins turísticos. O arquipélago é a opção de lazer preferida dos moradores da cidade, mas, infelizmente, a maioria não sabe o que se pode ou não fazer na ilha — explica o secretário de Meio Ambiente de Macaé, Maxwell Vaz.

O Arquipélago de Santana foi transformado em unidade de conservação em 1989. Apesar dos esforços da prefeitura e de órgãos ambientais para a sua preservação, as marcas da degradação provocadas pelo turismo desordenado são notórias. Nem é preciso desembarcar na estreita faixa de areia da Ilha do Francês para avistar as pichação nas rochas.

— O plano de manejo foi elaborado em parceria com a Universidade Cândido Mendes e é a nossa melhor ferramenta para preservar o a biodiversidade do arquipélago. Temos toda a estrutura montada, precisamos apenas de um patrocinador — acrescenta o secretário de Meio Ambiente.

Nas últimas semanas, Vaz intensificou negociação com a Petrobras para tentar fechar a parceria almejada. A decisão deve ser divulgada no começo de julho. O próximo passo é fazer audiências públicas para determinar as regras de ocupação do solo, e, nas semanas seguintes, instalar um núcleo de monitoramento na Ilha do Francês.

— As propostas são estimular o turismo, atrair empresas náuticas interessadas em oferecer o passeio e ver a viabilidade de um restaurante flutuante. Mas tudo será muito bem estruturado e estudado. Vamos determinar quanto tempo vão durar os passeios e restringir o número de visitantes que circularão nas praias — diz o secretário.

Fonte: GLOBO-Norte Fluminense